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Textos do Exército Zapatista de Libertação Nacional, do seu Sub[p]Comandante Insurgente Marcos e demais membros do Comité Clandestino Revolucionário Indígena - Comando Geral do Exército Zapatista de Libertação Nacional

6.11.04

Comunicado do Comitê Clandestino Revolucionário Indígena – Comando Geral do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

México, outubro de 2004.

Ao povo do México:

À sociedade civil nacional e internacional:

Irmãos e irmãs:

O EZLN se dirige a vocês para dizer a sua palavra:

Primeiro. Devido à hostilidade de grupos paramilitares e à intolerância alimentada em algumas comunidades pelo Partido Revolucionário Institucional, dezenas de famílias indígenas zapatistas, há tempo, se viram obrigadas a refugiar-se e formar pequenos núcleos populacionais na chamada "biosfera dos Montes Azuis". Durante o tempo em que permaneceram nesta terrível situação, longe de suas terras de origem, os zapatistas refugiados se esforçaram para cumprir nossas leis que mandam cuidar dos bosques. Apesar disso, o governo federal de mãos dadas com as transnacionais, que pretendem apoderar-se das riquezas da selva Lacandona, mais de uma vez, ameaçaram desalojar violentamente todos os povoados desta região, incluindo os zapatistas.Os companheiros e companheiras de várias comunidades ameaçadas de desalojamento decidiram resistir enquanto o governo não cumprir os chamados "acordos de San Andrés". Sua decisão é respaldada e apoiada pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional. Sublinhamos isso no devido momento e agora o ratificamos: se alguma de nossas comunidades é desalojada com violência, responderemos, todos, no mesmo tom.

Segundo. Com o avanço das chamadas "juntas de bom governo", grande parte das comunidades indígenas zapatistas se muniu de meios que melhoram substancialmente suas condições de vida.

Sobretudo no que diz respeito à saúde e educação, as comunidades rebeldes conseguiram avanços, sem nenhum apoio governamental federal, estadual ou dos municípios oficiais, que superam com folga os das comunidades vinculadas à oficialidade. Isso tem sido possível graças ao apoio de irmãos e irmãs de todo o México e do mundo.

Contudo, estes benefícios não conseguem cobrir todas as comunidades rebeldes. Particularmente, as populações refugiadas nos Montes Azuis não são beneficiadas por estes avanços.

Terceiro. Respeitando sua autonomia, o Comando Geral do EZLN dirigiu-se à Junta de Bom Governo da região selva fronteiriça, "Rumo à esperança", com sede em La Realidad, para pedir seu apoio no cuidado da saúde, educação e comércio com estas comunidades refugiadas. A Junta de Bom Governo respondeu que, na medida de suas possibilidades, fará o necessário para atender esses irmãos e irmãs zapatistas.

Contudo, a distância e a dispersão de vários destes povoados representam sérias dificuldades, razão pela qual o EZLN acordou, com o expresso consentimento de seus habitantes, concentrar alguns dos povoados zapatistas nesta região, para que, desta forma, sejam atendidos pela Junta de Bom Governo da região selva fronteiriça. Os povoados aos quais nos referimos são os seguintes: Primeiro de Janeiro, San Isidro, 12 de Dezembro, 8 de Outubro, Santa Cruz, Nuevo Limar, Água Dulce. Ao todo, são 50 famílias.

Esclarecemos que não são os únicos povoados zapatistas nos Montes Azuis. Nesta região há outros núcleos zapatistas de população que continuam vivendo sob ameaça de desalojamento.

Quarto. Durante vários meses, o Comando Geral do EZLN manteve conversas com os companheiros e companheiras destes povoados e analisou com eles os caminhos para melhorar um pouco sua difícil situação.

Juntos, chegamos à conclusão de que o melhor é que alguns povoados se concentrem num lugar, já que, desta forma, poderão resistir melhor às ameaças, poderão cuidar melhor da selva, partilharão dos avanços das Juntas de Bom Governo e poderão participar melhor da luta do EZLN pelo respeito e o reconhecimento dos direitos e da cultura indígenas.

Quinto. Com o aval destes povoados e da Junta de Bom Governo da região selva fronteiriça, o EZLN se dirige à sociedade civil nacional e internacional para que apóie moral e economicamente esta concentração, porque, cumprindo com a resistência zapatista, estes povoados declararam que não receberão nenhum ajuda dos governos estadual e federal.

Sexto. Com o mesmo respaldo, o Comando Geral do EZLN dirigiu-se à lutadora social Rosário Ibarra de Piedra para pedir-lhe respeitosamente que concorde em criar as condições necessárias para que a sociedade civil nacional e internacional possa apoiar, economicamente e com seu trabalho, esta tarefa, no entendimento de que se fará uma prestação de contas clara e de que o EZLN se compromete publicamente a zelar para que este dinheiro não seja usado para absolutamente nenhuma outra coisa que não seja a nova concentração, em condições dignas, dos companheiros e companheiras.

Quando contar com a aceitação de Dona Rosário e assim for decidido pelas comunidades envolvidas, o EZLN dará a conhecer os detalhes das etapas e trabalhos da reconstrução.

Sétimo. Esperamos sinceramente que a sociedade civil nacional e internacional responda ao nosso apelo para apoiar estas comunidades e melhorar assim suas condições de vida zapatista, ou seja, de luta e resistência.

Democracia! Liberdade! Justiça!

Das montanhas do Sudeste Mexicano

Pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena – Comando Geral do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

Subcomandante Insurgente Marcos

México, outubro de 2004, 20 e 10.
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Texto divulgado no La Jornada de 13/10/2004.
México, outubro de 2004.

Ao povo do Chile:

À juventude chilena:

Irmãos e irmãs do Chile.

Falo-lhes em nome das mulheres, homens, crianças e anciãos do Exército Zapatista de Libertação Nacional, indígenas maias em sua imensa maioria, que, nas montanhas do sudeste mexicano, resistem contra o neoliberalismo e pela humanidade.

Recebam todos e todas vocês, jovens chilenos, nossa saudação zapatista.

Agradecemos os irmãos e irmãs que hoje nos deram a oportunidade de fazer com que a nossa palavra chegue ao Chile rebelde. Para essa nossa palavra, pedimos um lugar em sua raiva, em sua dor e, sobretudo, em sua esperança.

Não vou lhes falar dos zapatistas mexicanos, de nossa luta, de nossos anseios, de nossos sonhos, de nossos pesadelos, de nossa resistência. Afinal, comparados com os homens e as mulheres, e particularmente com os partidos que, por estas terras, iluminaram os céus da América Latina, nós zapatistas continuamos sendo uma pequena luz fraca e distante.

Não, nossa palavra agora é para unir nossa saudação e nossa homenagem a um latino-americano, a um chileno do Movimento da Esquerda Revolucionária, MIR, caído em combate contra a ditadura de Pinochet em 5 de outubro de 1974.

Hoje, nossa palavra é para saudar Miguel Enríquez Espinosa.

E o saudamos hoje, hoje que sob os céus da América Latina, a que sofre do [Rio] Bravo à Patagônia, os poderosos colocam em nossas mãos um punhado de pó e nos dizem: "Isso é o que sobra da sua pátria".

E hoje, estes mesmos, os de cima, nos mostram as imagens da geografia que impuseram em parte de nossos solos:

Onde havia uma bandeira, hoje há um centro comercial. Onde havia uma história, hoje há um restaurante de comida rápida. Onde floresciam as trepadeiras de flores vermelhas, hoje há um local inóspito. Onde havia memória, hoje há esquecimento.

No lugar da justiça, a esmola. No lugar de uma pátria, um montão de escombros. No lugar da memória, o imediatismo. No lugar da liberdade, um túmulo. No lugar da democracia, um anúncio publicitário. No lugar de realidades, números.

Eles, os de cima, nos dizem: "este é o futuro que te prometemos, desfrute-o".

É isso que nos dizem, e mentem.

Esse futuro se parece demais com o passado. E, se olhamos com atenção, talvez podemos ver que eles, os de cima, são os mesmos de ontem. Os que, como ontem, hoje nos pedem paciência, maturidade, sensatez, resignação, rendição. E nós já vimos e ouvimos isso antes.

Nós zapatistas recordamos. Tiramos a memória de nossas mochilas guerrilheiras, dos bolsos de nossos uniformes de campanha. Recordamos.

Porque houve um tempo em que toda a América Latina estava aqui e nada mais.

Bastava estender a mão e se tocavam os corações dos povos latino-americanos.

Bastava virar um pouco a olhar e aí estavam o relâmpago esparramado do Amazonas, a cicatriz indelével dos Andes, o soberbo erguer-se do Aconcagua, a interminável Terra do Fogo, o sempre inquieto Popocatépetl.

E com eles estavam os povos que lhes deram nome e vida.

Porque houve um tempo em que o Chile e todos os países da América Latina ficavam mais perto do México do que o império que, do norte geográfico e social, impõe distâncias a nós que partilhamos a proximidade da história.

Houve um tempo.

Talvez é ainda esse tempo.

Hoje, como ontem, o dinheiro faz com que as soberbas se tornem irmãs.

Hoje, como ontem, de mãos dadas com poderosas transnacionais, o poder militar estrangeiro pretende pisar nossos solos, às vezes disfarçado nos uniformes dos exércitos locais, ou através de assessores, embaixadas, consulados, agentes secretos.

Hoje, como ontem, estes dinheiros tentam comprar certidões legais de impunidade para os gorilas que os serviram e que, sempre o soubemos, quando diziam "pátria", não falavam do Chile, da Argentina, do Uruguai, da Bolívia, do Brasil. Não, a bandeira era a das barras e das turvas estrelas.

Hoje, como ontem, o norte revoltoso e brutal cerca e pretende asfixiar esta solitária estrela de dignidade que brilha no Caribe.

Hoje, como ontem, os governos de alguns de nossos países lhe servem de triste comparsa no ignóbil compromisso de dobrar o povo de Cuba.

Hoje, como ontem, o império que se arroga o papel de policial do mundo e atropela leis, razões, povos, é o mesmo.

Hoje, como ontem, quem pretende desestabilizar os governos legais e legítimos, mas que não estão subordinados a ele (ontem o Chile, hoje a Venezuela, e sempre Cuba), é o mesmo.

Hoje, como ontem, aquele sistema que se ergue sobre a mentira, o engano, a fraude, a ditadura do dinheiro, pretende nos dar lições de democracia, de liberdade, de justiça.

Hoje, como ontem, quem democratiza a dor, a miséria, a morte para os povos da nossa América, é o mesmo.

Hoje, como ontem, quem persegue, quem tortura, quem prende, quem mata, é o mesmo.

Hoje, como ontem, nos faz a guerra, às vezes com balas, às vezes com programas econômicos, sempre através de mentiras.

Hoje, como ontem, o terror real, o que vem de cima, apela a deus para se justificar.

Hoje, como ontem, se pretende ocultar de nós que é, sim, um deus que lhe dá alento, mas é o deus do dinheiro.

Hoje, como ontem, em alguns países, os covardes são governos.

Hoje, como ontem, as claudicações são disfarçadas com argumentos complexos, pesquisas, roupas de grifes exclusivas, espelhos virados ao contrário.

Talvez seja ainda esse o tempo.

Talvez não.

Porque hoje, a nova e complexa roupagem com a qual se veste a brutalidade do lucro para poucos, às custas da perda para os demais, leva adiante uma verdadeira guerra mundial contra a humanidade.

Nações inteiras são devastadas.

Conquistam-se territórios.

Reordena-se a geografia mundial.

Derrubam-se as fronteiras para os dinheiros e as mesmas são levantadas para os povos.

As culturas históricas de nossos povos tratam de ser suplantadas por frivolidades instantâneas.

Em alguns países, no lugar de governos nacionais há gerências regionais.

Desperdiçam-se recursos naturais, a terra, a história; e sobre as cordilheiras que costuram e unem a América do sul do [Rio] Bravo à Terra do Fogo, querem colocar um letreiro que anuncia, que avisa, que ameaça: "Vende-se".

Os pobres, os espoliados, ou seja, os que integram a imensa maioria da humanidade, são confiscados e classificados.

Confiscados de sua dignidade, classificados nas periferias das grandes cidades, nas margens dos programas governamentais, nos cantos do futuro que agora está sendo decidido, em alguns países, não nos parlamentos ou nas casas nacionais do governo, mas sim nos grupos de acionistas das multinacionais.

Hoje, a exploração é mais brutal do que nunca na história da humanidade, hoje o cinismo é crença filosófica dos que pretendem governar o planeta, ou seja, dos que têm tudo, menos vergonha na cara.

Hoje, a guerra contra a humanidade, ou seja, contra a razão, é mais mundial do que nunca.
Hoje, a guerra é em todas as frentes e em todos os países.

Se ontem era um dever opor-se, lutar, resistir diante da estúpida lógica do lucro, hoje é, pura e simplesmente, uma questão de sobrevivência individual, local, regional, nacional, continental, mundial.

Irmãos e irmãs do Chile:

Houve um tempo em que toda a América Latina estava aqui e nada mais.

Talvez é ainda esse tempo.

Talvez a memória coletiva que, como latino-americanos, nos dá identidade, assume nomes e datas no calendário para dizer, para nos dizer, que há uma pátria maior do que a que nos dá a bandeira.

Com quantos nomes se veste o calendário da dor de nossas terras.

Se na nossa América, Ernesto Che Guevara é um dos nomes com os quais outubro de levanta, o calendário de nós que somos os de baixo se ilumina quando se chama Turcios Lima e Yon Sosa na Guatemala, Roque Dalton em El Salvador, Carlos Fonseca na Nicarágua, Camilo Torres na Colômbia, Carlos Lamarca e Carlos Marighela no Brasil, Inti e Coco Peredo na Bolívia, Raúl Sendic no Uruguai, Roberto Santucho na Argentina, César Yáñez no México.

E nomeio só alguns que, em nossa América Latina, no seu tempo e a seu modo, decidiram colocar um gatilho à esperança e que, às doses de ternura que a América Latina exige de nós para amá-la, acrescentaram uma certa dose de chumbo... e de sangue... o próprio sangue.

O problema, com todos esses que doem no calendário, é que não vão embora sem mais nem menos. Não, ao contrário, vão nos deixando uma espécie de dívida, algo que devemos saldar para poder nomeá-los sem vergonha, sem pena.

Há quem sublinha que aqueles homens e mulheres que tomaram e tomam a rebeldia armada como caminho tiveram, ou têm, um fascínio pela morte, vocação para o martírio, ânsias messiânicas; que só desejam um lugar nas músicas de protesto, nas poesias, nas melodias populares, nas camisetas juvenis, nas lojas de souvenires do turismo revolucionário.

Há quem pensa e diz que as causas são derrotadas quando morrem aqueles que lutam por elas, ou seja, aqueles que as vivenciam.

Há quem diz que o doloroso outubro latino-americano despedaçou a esperança no Chile, no Uruguai, na Argentina, na Bolívia, no México, em toda a América Latina.

Pode ser que seja assim, mas pode ser que não.

Pode ser que aqueles que, como Miguel, se armaram para dizer "Não", na realidade estavam dizendo "Sim" a um amanhã então distante.

Pode ser que aqueles que, como Miguel, tiveram fogo em sua palavra, não fizeram isso para incendiar com a morte, mas sim para iluminar a vida.

Pode ser que aqueles que, como Miguel, pensaram e atiraram, não fizeram isso para ter um lugar no museu da saudade revolucionária, mas sim para que todos os povos, todos, tivessem um lugar no mundo.

Pode ser que o calendário no qual passa o amanhã não tenha nomes ou, melhor ainda, tenha todos os nomes.

Porque pode ser que foi pra isso que as ausências pelas quais sofremos em cada mês latino-americano colocaram uma pequena cruz no calendário, como a que dói neste 5 de outubro.

Pode ser, porque estas ausências, no lugar do vazio, deixam a vontade de fazer a esperança lutar, que é como nós zapatistas dizemos "mudar o mundo".

Pode ser.

Pode ser que a esperança se alimente, como nossa América, da memória.

E pode ser que a memória não seja outra coisa a não ser a cola que volta a juntar a esperança que quebrou no calendário que nos impõem.

Pode ser que esta memória, a que hoje nos convoca e volta a colocar aqui a América Latina, não seja uma herança que essas dores nos legaram, mas sim um dever que nos marcam.

Pode ser.

Talvez é para saber disso que estamos aqui, inclusive os que não estão.

Porque pode ser que hoje não seja igual ao ontem.

Um revolucionário chileno, desses que faziam tremer quando empunhavam um violão, Victor Jará, talvez pensando nos tempos que hoje carregamos, nos disse, e nos diz que: "É difícil encontrar claridade na sombra, quando o sol que nos ilumina desbota a verdade". E disse, nos disse, nos diz: "Oxalá encontre caminho para continuar caminhando".

E foi em terras chilenas, há muito tempo, que Manuel Rodriguez disse, nos disse, nos diz, como mostrando o caminho: "Ainda temos pátria, cidadãos".

E outro, também chileno, aqui perto e sob a metralha que procurava o coração, teve a integridade e a sabedoria para dizer, para nos dizer: "Mais cedo do que tarde, se abrirão de novo as grandes alamedas por onde vai passar o homem livre, para construir uma sociedade melhor".
Pode ser que hoje não seja igual a ontem.

Pode ser que tenham aprendido as lições e, logo, onde antes se borravam folhas na história latino-americana, se corrigirá a letra e se acabará de ler, com a clareza dos que olham de baixo, que "democracia", "liberdade" e "justiça" são palavras graves que se acentuam no coração, ou seja, do lado esquerdo do peito coletivo que somos.

Queria dizer que venceremos, que não nos moverão, que o futuro será nosso, que romperemos mil correntes, que a liberdade é um horizonte próximo; mas nós zapatistas acreditamos que não será assim porque é apresentado por um destino oculto ou manifesto, mas sim porque lutaremos e trabalharemos por isso.

Irmãos e irmãs:

Isso é o que a nossa palavra quer lhes dizer:

Que venha a veia aberta da América Latina que se chama Chile; no seu sangue não tem a ITT, nem a Anaconda Copper, nem a United Fruit, nem a Ford, nem o Banco Mundial, nem Pinochet, nem os nomes com os quais agora se vestem uns e outros, mas sim seus operários, seus camponeses, seus estudantes, seus [indígenas] mapuches, suas mulheres, seus jovens, seu Victor Jará, sua Violeta Parra, seu Salvador Allende, seu Pablo Neruda, seu Manuel Rodriguez, seu Miguel Enríquez, sua memória.

Irmãos e irmãs do Chile:

Recebam todos e todas a saudação de nós que os admiramos e queremos, nós,os zapatistas mexicanos.

Saúde Chile!

Das montanhas do Sudeste Mexicano
Subcomandante Insurgente Marcos
México, outubro de 2004.

P.S. Desculpem se minhas palavras não foram um grande discurso, como foi a vida e a morte de quem, 30 anos depois, hoje nos chama. Na realidade, nós só queríamos aproveitar desse ato para pedir a todos vocês, humildemente, respeitosamente, que, em nosso nome, coloquem uma trepadeira de flores vermelhas na terra que o guarda, e que digam a ele que aqui, nas montanhas do sudeste mexicano, outubro também se chama Miguel.
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Texto divulgado no La Jornada de 09/10/2004.

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